Investigadores concentram atenção na logística do atentado, no financiamento da operação criminosa e no monitoramento prévio da rotina do policial militar baleado durante uma transmissão ao vivo.
O atentado registrado na noite deste domingo (14) contra o cabo da Polícia Militar conhecido como Cabo Deyvison passou a ser tratado pelas forças de segurança como uma ação com fortes indícios de premeditação.
O policial foi baleado nas pernas enquanto realizava uma transmissão ao vivo pela internet. Durante a ação criminosa, um assessor ligado a Alisson Diego também foi atingido e não resistiu aos ferimentos.
As primeiras informações apontam que três suspeitos participaram do ataque e utilizaram um Corolla blindado na fuga. Antes do atentado, o grupo teria rendido um motorista às margens da BR-304 e o obrigado a conduzir o veículo, o que amplia a suspeita de que a operação criminosa já possuía etapas previamente definidas.
O que chama a atenção dos investigadores
Fontes ligadas à investigação apontam que a dinâmica do ataque vai além de uma ação improvisada. Entre os elementos analisados pelas equipes estão:
- Estrutura logística necessária para reunir os executores e colocá-los no local do atentado.
- Financiamento da operação, incluindo a obtenção do veículo utilizado na ação, independentemente de ser roubado ou não.
- Emprego de armamento de grosso calibre, com indícios da utilização de pelo menos um fuzil calibre 5,56.
- Monitoramento prévio da rotina do cabo Deyson pelos executores.
- Existência de um plano de fuga, que poderia ou não funcionar após o atentado.
Facções ainda não assumiram autoria
Apesar da repercussão do caso, nenhuma facção criminosa assumiu a autoria do ataque até o momento. Para os investigadores, o trajeto percorrido pelos criminosos durante a fuga poderá ser decisivo para indicar se o grupo possui ligação com organizações criminosas do Rio Grande do Norte ou do Ceará.
O cabo Deyson foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Polícia Militar, em Fortaleza. O estado de saúde atualizado não havia sido divulgado oficialmente até o fechamento desta matéria.
Operação de busca mobiliza forças de segurança
Desde o atentado, a polícia desencadeou uma operação de grande porte para localizar os envolvidos. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e setores de inteligência seguem em diligências na tentativa de identificar os executores, descobrir quem financiou a ação e esclarecer toda a cadeia de planejamento do crime.
Para os investigadores, a principal questão neste momento não é apenas quem atirou, mas quem organizou, financiou e coordenou a operação que culminou no atentado contra o policial militar.














