Foto: Pedro Cezar/mossorohoje
Laudos concluídos pela Polícia Científica indicam que recém-nascida estava em gestação a termo e não apresentava sinais compatíveis com violência ou aborto provocado; investigação segue para identificar a mãe.
A investigação sobre o caso da recém-nascida encontrada morta dentro de uma sacola plástica em Mossoró ganhou novos desdobramentos. Quase quatro meses após a descoberta do corpo, a Polícia Científica do Rio Grande do Norte finalizou os exames periciais que auxiliam a esclarecer o que ocorreu com a criança.
De acordo com os laudos divulgados nesta quinta-feira (11), os elementos técnicos analisados pelos peritos apontam que a bebê possivelmente já nasceu sem vida. Com isso, as hipóteses de infanticídio ou de interrupção criminosa da gestação perderam força e foram descartadas no curso das investigações.
Os exames indicaram que a gestação havia chegado ao período considerado adequado para o nascimento, entre 37 e 41 semanas. Segundo os peritos, o desenvolvimento fetal era compatível com uma gravidez a termo, sem indícios de lesões ou traumas que sugerissem ação violenta contra a criança ainda no útero.
Apesar da conclusão pericial, a Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer onde ocorreu o parto e em quais circunstâncias o corpo foi abandonado. Entre as linhas apuradas estão a possibilidade de o nascimento ter ocorrido em uma residência ou até mesmo em local público.
Os investigadores também buscam identificar e localizar a mãe da criança. Informações reunidas durante as diligências apontam que ela pode estar em situação de vulnerabilidade social, hipótese que ainda está sendo analisada pela equipe responsável pelo inquérito.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró segue à frente das investigações. Neste momento, o foco é compreender toda a dinâmica do caso e esclarecer como o corpo da recém-nascida foi parar dentro de uma sacola plástica abandonada em via pública.
Relembre o caso
O corpo da bebê foi encontrado na tarde de 26 de fevereiro deste ano, no bairro Santo Antônio, em Mossoró. A criança estava dentro de uma sacola plástica descartada nas proximidades de uma vala de drenagem e de um bueiro.
A descoberta foi feita por um morador que caminhava pela região. Inicialmente, ele acreditou que se tratava de uma boneca descartada, mas ao verificar o conteúdo da embalagem percebeu que era o corpo de um bebê e acionou a polícia.
Na ocasião, equipes da Polícia Militar isolaram a área até a chegada dos peritos e investigadores. Os primeiros levantamentos já indicavam a ausência de sinais aparentes de violência, informação que agora foi reforçada pelos exames conclusivos realizados pela Polícia Científica.
O caso provocou forte repercussão em Mossoró e segue sendo acompanhado pelas autoridades.















