Vítimas tinham acabado de assistir a jogo de futebol quando foram surpreendidas por criminosos; execução ocorreu no início da noite deste domingo (5).
Um crime de extrema violência chocou os moradores do município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal. No início da noite deste domingo (5), o que deveria ser um momento familiar de descontração após uma partida de futebol transformou-se em um cenário de horror, culminando na execução sumária de pai e filho dentro da própria residência onde moravam.
As vítimas foram identificadas como Francisco Batista de Almeida e seu filho, Ruan Henrique de Almeida. De acordo com os relatórios preliminares colhidos pelas forças de segurança pública, os dois haviam acabado de assistir à transmissão do jogo da Seleção Brasileira de futebol quando foram surpreendidos pela invasão abrupta de homens armados. Sem qualquer oportunidade de reação ou defesa, ambos foram alvejados por múltiplos disparos de arma de fogo à queima-roupa e morreram na hora devido à gravidade e letalidade dos ferimentos.
O comportamento dos atiradores reforça a principal linha de investigação da polícia: os criminosos fugiram sem subtrair nenhum pertence das vítimas ou do imóvel, descartando inicialmente a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) e consolidando a tese de execução planejada. Populares acionaram guarnições da Polícia Militar para o isolamento do perímetro. Na sequência, peritos da Polícia Científica e agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) compareceram para realizar os exames de balística e cena de crime. Francisco Batista era comerciante, proprietário de um pequeno ponto de venda de carnes acoplado ao imóvel, e residia no endereço há cerca de seis meses.
Na manhã desta segunda-feira (6), equipes de reportagem estiveram no local do duplo assassinato para colher novos depoimentos que pudessem elucidar o crime. Contudo, a histórica “lei do silêncio” barrou o avanço de informações na vizinhança. Sob a mordaça do medo imposta pelas facções atuantes na região, os moradores preferiram o anonimato e evitaram tecer comentários sobre a rotina das vítimas ou a dinâmica de fuga dos assassinos. O caso foi registrado no plantão policial e segue sob investigação rigorosa da DHPP de São Gonçalo do Amarante.














