Jovem de 22 anos é executada com tiro na calçada e Mossoró atinge a marca de 80 homicídios

Crime de sangue contra Anny Karolyne ocorreu na Favela do Fio; no local do atentado, a “lei do silêncio” dificultou os primeiros levantamentos da DHPP.

A contabilidade da violência armada segue em ascensão na região Oeste potiguar. No início da noite deste domingo (5), por volta das 21h, o município de Mossoró registrou o seu 80º homicídio consumado apenas no decorrer do ano de 2026. O crime de sangue ocorreu na Rua Pastor Manoel Nunes da Paz, localizada na comunidade conhecida como Favela do Fio.

A vítima fatal foi identificada como Anny Karolyne Rodrigues de Morais, de 22 anos. De acordo com o acervo de dados preliminares colhidos no local pelas forças de segurança pública, a jovem estava sentada na calçada de uma residência quando foi surpreendida pela aproximação de criminosos. Sem tempo para esboçar qualquer reação de defesa, Anny Karolyne foi atingida à queima-roupa e tombou sem vida antes mesmo que vizinhos pudessem acionar equipes de socorro médico emergencial.

O perímetro do atentado foi prontamente isolado por guarnições da Polícia Militar para preservar os vestígios balísticos e resguardar a área até a chegada das autoridades civis. O delegado de plantão da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jomário Montenegro, esteve à frente dos primeiros levantamentos e confirmou que as análises preliminares apontam que a jovem foi morta por um único disparo certeiro de arma de fogo. Contudo, os investigadores enfrentaram sérias barreiras no local: como impera a histórica “lei do silêncio” na comunidade conflagrada, os moradores preferiram omitir detalhes, e nenhuma testemunha forneceu dados sobre a identidade dos executores ou a rota de fuga.

Peritos da Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCIRN) realizaram os procedimentos de varredura perinecroscópica na cena do crime e recolheram o corpo da jovem para exames de necropsia na sede do Instituto de Medicina Legal (IML). O inquérito policial já foi formalmente instaurado pela DHPP de Mossoró, que passará a cruzar informações de inteligência e denúncias anônimas para desvendar a motivação do assassinato e capturar os responsáveis pela execução.

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