Alvo reagiu à abordagem das polícias Civil, Militar e Penal atirando contra as equipes; revólver, munições e três espingardas foram apreendidos.
Uma operação conjunta das forças de segurança do Rio Grande do Norte resultou em um intenso confronto armado e na morte de um suspeito na manhã desta quinta-feira (9). A ofensiva, que uniu equipes das polícias Civil, Militar e Penal, tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar no município de Japi, na região do Agreste potiguar.
O alvo da ação era um jovem de 23 anos. De acordo com os relatórios do setor de inteligência da Polícia Civil, o indivíduo gerenciava um depósito clandestino de armamentos e possuía uma vasta quantidade de armas de fogo em sua residência. Diante do risco da operação, um forte aparato policial foi mobilizado para cercar o perímetro.
No momento em que as equipes táticas realizaram a entrada no imóvel alvo, o investigado recusou a ordem de rendição, reagiu à abordagem e passou a efetuar disparos contra os policiais. Os agentes revidaram à agressão para cessar o ataque. Durante o tiroteio, o jovem acabou atingido. Ele foi socorrido de imediato pelos próprios policiais e levado às pressas para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado pela equipe médica de plantão.
Após o confronto, os policiais iniciaram varreduras minuciosas no endereço principal e em outros dois imóveis vizinhos que eram utilizados pelo suspeito. No local, as forças de segurança apreenderam um revólver calibre .38, três espingardas — sendo uma de calibre .12 e duas de fabricação artesanal —, além de uma quantidade significativa de munições intactas e deflagradas. Aparelhos celulares e um pen drive também foram recolhidos e encaminhados para perícia técnica forense.
Outras duas pessoas que estavam na área foram conduzidas à delegacia de polícia para prestar esclarecimentos oficiais sobre o caso. As investigações prosseguem para mapear a origem do armamento e identificar possíveis comparsas do grupo na região. A Polícia Civil reforça que a população pode colaborar enviando denúncias anônimas e seguras por meio do número 181.














