Ataque de abelhas: Corpo de Bombeiros do RN alerta para cuidados preventivos e orienta como agir diante de enxames

Recomendações incluem proteção da cabeça, busca imediata por abrigos fechados e atenção especial a pessoas alérgicas, idosos e crianças.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) divulgou uma série de orientações técnicas à população sobre os procedimentos adequados em situações que envolvam o risco de ataques de abelhas. Embora os insetos desempenhem função fundamental no ecossistema e no equilíbrio ambiental, a aproximação humana indevida ou a perturbação mecânica de colmeias costuma desencadear comportamentos defensivos coletivos, gerando perigo grave de picadas múltiplas, principalmente em espécies africanizadas.

De acordo com as diretrizes da corporação, ao notar a presença de um enxame alvoroçado ou ao ser alvo dos primeiros ataques, a orientação primordial é se afastar do ponto de conflito com o máximo de rapidez possível. A vítima deve procurar refúgio imediato em locais fechados, tais como o interior de residências, estabelecimentos comerciais ou veículos com vidros fechados. Durante o deslocamento em fuga, é fundamental priorizar a proteção da cabeça e do rosto, cobrindo os olhos, além de conter impulsos de realizar gestos bruscos contra os insetos.

O comando do CBMRN enfatiza que ações improvisadas nunca devem ser praticadas. Jogar água, atear fogo, arremessar objetos ou tentar desalojar colmeias por conta própria estimula a agressividade das abelhas e intensifica o ataque em massa. A recomendação preventiva também abrange evitar atividades ruidosas nas imediações de locais suspeitos, como serviços de poda de árvores e operação de roçadeiras ou equipamentos a motor que causem vibração excessiva no solo ou na vegetação.

A instituição reforça a necessidade de vigilância redobrada com grupos vulneráveis, incluindo indivíduos com alergia comprovada a picadas, crianças pequenas, idosos e pessoas com restrições motoras que impeçam fuga ágil. Após a ocorrência de picadas, caso a pessoa manifeste quadros clínicos adversos como tontura, falta de ar, inchaço na região dos lábios ou da garganta e fraqueza generalizada, o atendimento médico em unidade hospitalar de urgência deve ser buscado imediatamente para conter possíveis reações anafiláticas. Para emergências e contenções com risco à integridade pública, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

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