Acusados de executar casal na Avenida Olavo Montenegro em Parnamirim vão a júri popular

Decisão judicial mantem a prisão preventiva de Luana Ludmylla e Leandro Vitor pelo duplo homicídio qualificado de Jordan e Mariana.

O desdobramento judicial de um crime de grande repercussão na Região Metropolitana de Natal avançou para a sua fase mais decisiva. A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que os réus Luana Ludmylla Freire dos Santos e Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Eles são apontados como os responsáveis pela execução a tiros do casal Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza.

A sentença de pronúncia foi assinada pelo juiz Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim. Com a decisão, o magistrado validou o entendimento de que existem indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva para que o Conselho de Sentença decida o destino dos réus. Ambos responderão em plenário pelos crimes de homicídio qualificado e por portar e utilizar arma de fogo de uso restrito ou proibido. Na mesma peça jurídica, o juiz optou por manter a prisão preventiva dos acusados, justificando que persistem os requisitos da ordem pública devido à gravidade extrema do atentado e ao nítido temor relatado por testemunhas do processo.

O duplo homicídio aconteceu no início da noite de 12 de maio de 2025, por volta das 18h50, em um dos trechos mais movimentados da Avenida Olavo Lacerda Montenegro, perímetro que interliga os bairros Parque das Nações (Coophab) e Nova Parnamirim. De acordo com a denúncia formalizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), as vítimas transitavam em um veículo Fiat Uno Way de cor verde, conduzido por Jordan, com Mariana ocupando o banco do passageiro.

A dinâmica da emboscada apontou que um segundo automóvel, um Fiat Uno de cor branca, emparelhou repentinamente com o carro das vítimas. Conforme a acusação estruturada pelo órgão ministerial, Leandro Vitor abriu fogo e efetuou múltiplos disparos de arma de fogo contra o casal, que não teve chances de defesa e morreu ainda dentro do veículo. Com a pronúncia decretada, o cartório da comarca aguardará os prazos recursais para agendar a data oficial em que os réus sentarão no banco dos réus em Parnamirim.

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