Fim de semana violento teve execução por facção, confronto armado com a ROCAM e preso do semiaberto assassinado na cabeça.
Um final de semana marcado por extrema violência e ações criminosas ousadas assustou os moradores e mobilizou as forças de segurança pública na região Oeste potiguar. Em um intervalo de menos de 24 horas, entre a tarde de sábado (11) e a manhã deste domingo (12), o município de Mossoró registrou três mortes violentas intencionais, fazendo a cidade atingir a preocupante marca de 84 homicídios acumulados ao longo do ano de 2026.
A sequência sangrenta teve início na tarde de sábado, na Rua 6 de Janeiro, no bairro Bom Jardim. O detento monitorado por tornozeleira eletrônica José Anderson Santos Silva, de 27 anos, foi brutalmente executado com mais de 15 disparos de pistola calibre .380. A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que a vítima estava sob “decreto de morte” emitido por uma facção criminosa atuante na localidade. Ele morreu na calçada antes da chegada de socorro.
Pouco tempo depois, uma rápida intervenção de equipes da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) evitou mais um assassinato. Os policiais interceptaram um sequestro em andamento iniciado no bairro Santo Antônio e fecharam o cerco contra os criminosos às margens do Rio Mossoró, no bairro Barrocas. O refém, que já vinha sendo severamente espancado, foi resgatado com vida. Na troca de tiros, o foragido da Justiça César Wagner Pereira Dantas reagiu, foi baleado e morreu a caminho do hospital. O segundo comparsa conseguiu fugir pela mata.
Já na manhã deste domingo (12), o terceiro crime violento do fim de semana foi confirmado na Estrada da Raiz, no perímetro entre os conjuntos Isla Verde e Royal Ville. Outro apenado do regime semiaberto, identificado como Cosme da Silva, conhecido como “Neinha”, foi encontrado morto em via pública. O corpo apresentava múltiplas perfurações provocadas por tiros, concentradas na região da cabeça. A vítima respondia criminalmente por violência doméstica. Todos os casos estão sob a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, que busca identificar os autores e esclarecer as motivações das execuções.















