Justiça pronunciou o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral por tentativa de feminicídio qualificado e manteve sua prisão preventiva.
O juízo da 1ª Vara Criminal de Natal determinou que Igor Eduardo Pereira Cabral, acusado de agredir violentamente a então namorada dentro de um elevador, seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular. O réu foi pronunciado pelo crime de tentativa de feminicídio, com a inclusão de duas qualificadoras na acusação. Na mesma decisão, o magistrado optou por manter a prisão preventiva do envolvido, fundamentando a necessidade da custódia no “modus operandi de extrema violência e crueza” demonstrado pelo agressor.
O crime ocorreu em julho de 2025, no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul da capital potiguar, e alcançou forte repercussão pública após a divulgação de imagens do circuito interno de monitoramento do condomínio. Os registros em vídeo flagraram a sequência brutal de espancamento, contabilizando 61 socos desferidos contra a companheira.
De acordo com o inquérito estruturado pela Polícia Civil, a discussão entre o casal começou em uma área comum do prédio, onde ambos participavam de um churrasco com amigos. Naquela mesma noite, Igor Eduardo, que é estudante e ex-jogador de basquete, foi detido em flagrante pelas forças de segurança. A gravidade das agressões físicas resultou em múltiplas fraturas no rosto e na região do maxilar da vítima, uma mulher de 35 anos, que precisou ser hospitalizada e submetida a procedimentos cirúrgicos de reconstrução facial.
Durante o atendimento médico inicial, a mulher, impossibilitada temporariamente de falar devido à gravidade das lesões na mandíbula, redigiu um bilhete manuscrito destinado aos policiais plantonistas. No relato escrito, ela revelou que, além dos golpes físicos contínuos e sem chance de defesa, o homem afirmou categoricamente que tiraria a sua vida. O relatório da pronúncia judicial agora segue os ritos processuais legais até a definição da data do julgamento em plenário.














