Investigação do Ministério Público e da Polícia Civil aponta que suspeita lucrava com conteúdos de extrema crueldade contra animais, comercializados para assinantes em plataformas digitais.
Uma mulher foi presa preventivamente no município de Marcelino Vieira após uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em conjunto com a Polícia Civil apontar sua suposta participação em crimes de maus-tratos e crueldade contra animais divulgados pela internet.
De acordo com as investigações, a suspeita administrava perfis em plataformas digitais onde publicava conteúdos relacionados à vida rural. No entanto, segundo o MPRN, áreas restritas destinadas a assinantes eram utilizadas para divulgar vídeos com cenas explícitas de violência contra animais.
As apurações identificaram registros que mostrariam o abate cruel de aves, além de agressões e mortes envolvendo gatos, cães, preás e capivaras. Conforme o órgão ministerial, os animais eram submetidos a situações de intenso sofrimento, e os conteúdos eram comercializados mediante pagamento de mensalidades e pedidos personalizados feitos por seguidores.
Ainda segundo a investigação, os assinantes poderiam sugerir formas de execução dos animais mediante compensação financeira. A suspeita teria utilizado as plataformas digitais como meio de obtenção de lucro com a divulgação dos vídeos.
A atuação do MPRN teve início após a Promotoria de Justiça de Marcelino Vieira requisitar a abertura de investigação policial para apurar as denúncias. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da investigada, medida posteriormente apoiada pelo Ministério Público.
A Justiça acatou os pedidos de prisão, busca e apreensão e quebra de sigilo de dados telemáticos. A decisão considerou a necessidade de interromper a continuidade das supostas práticas criminosas e preservar a ordem pública.
Durante a operação, realizada na quinta-feira (18), foram apreendidos celulares e dispositivos de armazenamento eletrônico que passarão por perícia. As autoridades também solicitaram às plataformas digitais informações sobre acessos, publicações e movimentações financeiras relacionadas às contas investigadas.
O Ministério Público informou ainda que participará da análise dos materiais recolhidos por meio de grupos especializados em investigação digital. O caso segue sob investigação para identificação de possíveis envolvidos e dimensionamento da atividade criminosa.














