Arthur Kevin apresentou manchas roxas e parada cardíaca após atendimento; unidade de saúde alega quadro de extrema gravidade e evolução rápida.
A família de uma criança de dois anos cobra esclarecimentos e denuncia uma suposta negligência médica ocorrida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Nova Esperança, em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O menino, identificado como Arthur Kevin, faleceu neste sábado (29) após dar entrada no local com quadro febril. A ocorrência foi divulgada pelo Portal da Tropical.
De acordo com o relato da mãe, Izinha Alves, o garoto começou a apresentar febre por volta das 6h15. Após administrar medicação em casa sem a diminuição da temperatura, a família decidiu procurar auxílio médico, chegando à UPA por volta das 13h. A genitora afirmou que, logo após o atendimento inicial e a aplicação de medicamentos na unidade, começaram a surgir pequenas manchas pelo corpo do filho.
As marcas evoluíram rapidamente e adquiriram uma coloração arroxeada, atingindo o rosto, as costas e as pernas da criança. Registros fotográficos foram feitos pelos próprios familiares para documentar o agravamento. A mãe relatou ter comunicado prontamente a equipe sobre a mudança na condição do menino e afirmou que não havia pediatra presencial na unidade, sendo as imagens encaminhadas via aplicativo de mensagens para a avaliação de outro profissional.
Com a piora progressiva, Arthur apresentou severa dificuldade para respirar e foi conduzido para a intubação. Durante o procedimento, a criança sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A família aponta que houve demora excessiva na tomada de decisões quando o quadro já demonstrava alto risco, embora até o momento não haja confirmação oficial de erro médico.
Em nota, a direção da UPA Nova Esperança lamentou profundamente o falecimento e prestou solidariedade aos parentes. A unidade sustentou que a assistência prestada seguiu critérios técnicos e éticos com rigor e responsabilidade. Segundo a nota, o paciente apresentou um quadro de extrema gravidade e de evolução célere. Para determinar a causa exata da morte e subsidiar a apuração das circunstâncias, a equipe médica solicitou a atuação do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).













