Ação deflagrada nesta quinta-feira (27) cumpriu mandados no RN, na PB e no MS; familiares de chefe criminoso arrecadavam dinheiro de comerciantes para comprar armas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com o apoio operacional da Polícia Militar, deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Blackout 2. A ofensiva visa desarticular uma organização criminosa envolvida ativamente com o tráfico de drogas, associação para o tráfico e crimes de extorsão no município de Tangará, região Agreste do estado. Os agentes saíram às ruas para cumprir seis mandados de busca e apreensão domiciliar e três mandados de prisão preventiva.
As investigações apontaram que o principal líder do grupo, um homem de 32 anos, continuava ditando as ordens e controlando as atividades ilícitas mesmo estando custodiado em um presídio federal no estado do Mato Grosso do Sul. Ele utilizava outros integrantes e familiares para gerenciar a criminalidade em Tangará, dividindo os setores da cidade para otimizar a comercialização de entorpecentes. Durante a operação, um novo mandado de prisão preventiva foi formalmente cumprido contra ele na unidade federal.
O esquema também afetava a economia local por meio de extorsão. De acordo com as autoridades, familiares do suspeito eram os responsáveis por arrecadar valores de comerciantes da cidade sob ameaça. O dinheiro oriundo desse crime era utilizado para financiar a aquisição de armas de fogo e munições, além de custear honorários de advogados. O pai do líder, um homem de 58 anos, foi alvo de um mandado de prisão preventiva, porém não foi localizado durante as buscas e é considerado foragido da Justiça.
A operação cumpriu ainda um mandado contra um jovem de 23 anos que já se encontrava detido na Penitenciária de Parnamirim, onde responde por um homicídio ocorrido em dezembro de 2025, no próprio município de Tangará, em um crime motivado pela disputa entre facções rivais.
As diligências ultrapassaram as fronteiras do estado e alcançaram a cidade de Araruna, na Paraíba, onde um quarto suspeito, de 31 anos, foi localizado e preso por integrar o grupo. A captura na cidade paraibana contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Ceará (FICCO-CE) e das forças de segurança da Paraíba. A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar outros envolvidos e descapitalizar a facção.














