A distância entre endereços e o tempo não faz diferença alguma nas mutiladas testemunhas de histórias tão iguais, escritas com letras de sangue no livro da crônica policial de Natal. Eu vi de perto! A menina Maisla, que teve o corpo esquartejado por um homem (Oswaldo Pereira), que a atraiu enquanto ela passeava de bicicleta em uma tarde de maio de 2009, deixou uma comunidade perplexa diante de algo estarrecedor mesmo havendo precedente, como a matança de Vilarim, em Capim Macio na década de 1970.
Em março de 2018, um pedreiro tímido e calado, violentou sexualmente e matou a garota Iasmim, em uma casa onde ele trabalhava, na mesma rua onde moravam, no bairro Redinha. Marcondes Gomes foi preso quando tentava fugir, deixando para trás uma família devastada, um crime que o próprio autor tipificou como sexual, uma vez que ele assumiu possuir desejos pela criança.
Neste final de semana, vivenciamos e presenciamos novamente a assustadora atuação diabólica do crime, com a morte prematura de uma Pétala de apenas sete anos de idade. A pequena estudante foi morta de maneira violenta, teve as mãos amarradas e um saco na cabeça. A polícia e moradores do conjunto Leningrado, no Planalto encontraram a menina em uma cova rasa. O padrasto, de 23 anos, José Alves, assumiu o ato e está sob os cuidados da justiça.
Esses três acontecimentos não ilustram, mas provam de maneira irrefutável o quanto o ódio paira e rodeiam nossas plataformas que consideramos seguras, sejam elas um vizinho, um parente, ou até um companheiro(a). Sonhos podem ser interrompidos pelo ódio camuflado.


















