Natal, Rio Grande do Norte, 05 de Junho de 2020

Mossoró e a presença mortal dos inimigos da paz

A cidade com quase 300 mil habitantes, fundada em 1852 tem queda no número de homicídios, mas ainda vive dias de sangue

Sérgio Costa   24/04/2020 às 18h21   -  Atualizada em 25/04/2020 às 11h27

 

Um homem ainda não identificado foi perseguido e executado em via pública, na manhã desta sexta-feira (24), no centro da cidade de Mossoró, distante 290 quilômetros de Natal. A vítima estava em uma motocicleta e os autores do crime também em um veículo semelhante. Imagens de um circuito de segurança de um estabelecimento registraram o momento do assassinato praticado por um indivíduo que estava no banco garupa.

De acordo com testemunhas a vítima após cair da moto ainda tentou escapar, mas foi atingida por cerca de dez tiros de pistola ponto 40. O atirador ainda roubou um aparelho celular do homem baleado que morreu logo em seguida após a fuga da dupla de matadores. Essa realidade violenta sempre deixou os mossoroenses dividindo o mesmo sentimento, o de medo e paralelamente o de inteira violência.

Dados do OBVIO (Observatório da Violência) a cidade considerada a capital do Oeste de quase 300 mil habitantes viveu dias de muita violência nos primeiros quatro meses do ano de 2016 quando foram registradas 88 CVLIs (Condutas Violentas Letais Intencionais), no anos seguinte (2017) foram 84, em 2018 voltou a repetir o mesmo número de dois anos antes, já no ano passado, no mesmo período de 1º de Janeiro a 24 de Abril o Observatório contabilizou 49 mortes em circunstâncias semelhantes.

O coordenador de análises criminais do Estado, o Prof. Me. Ivenio Hermes informou que este ano de 2020 foram contabilizados 57 casos. "Números que não surpreendem devido ao histórico de oscilações nos índices de criminalidade daquela cidade, que vive uma situação atípica de concentração de violência pela sua importância econômica para o estado e por sua proximidade com cidades do Estado do Ceará. Portanto, Mossoró é espaço disputado por grupos criminosos, que se aproveitam da fragilidade da atual situação do país e do mundo, para ampliar e demarcar seus territórios, ampliando o número de assassinatos", destacou.

 

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