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Natal, Rio Grande do Norte, 11 de Julho de 2020

Corpo de Bombeiros está apenas em quatro municípios do RN e categoria quer mais efetivo

Bombeiros esperam que novo governo aumente efetivo para melhorar essa realidade.

Thyago Macedo   05/11/2014 às 14h20   -  Atualizada em 10/08/2017 às 20h44

 O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte sofre com a falta de efetivo e a grande demanda no Estado. A população, claro, também sofre com a ausência de bombeiros para proteger nossos litorais, turistas e banhistas. Atualmente, de acordo com a Associação dos Bombeiros Militares do RN, apenas quatro municípios potiguares contam com efetivo do CB.

Por isso, uma das principais expectativas dessa categoria para o novo governo, que tomará posse no dia 1º de janeiro, é o aumento de efetivo.

“A ONU recomenda um bombeiro para cada mil habitantes. O RN tem 645 bombeiros para 3,3 milhões de habitantes, estando presente em apenas quatro municípios. O mínimo razoável seria uma unidade de bombeiros para cada 20 mil habitantes. Portanto, é necessário que o novo governo apresente proposta de uma Lei de Organização Básica à ALRN, que aumente o efetivo e que crie novos quadros na Corporação, para que os serviços sejam estendidos a todo Estado”, afirma Dalchem Viana, presidente da ABM-RN.

Ele ressalta ainda que: “o que mais se espera do Governador é um canal permanente de diálogo com aqueles que lidam de perto com os problemas da área de segurança, que estão aptos a trazer o feedback necessário a reavaliação das políticas implantadas, e a trazer sugestões e demandas da tropa através das lideranças de suas entidades representativas”.

Dalchem Viana lembra que uma PEC recente aprovada na ALRN destina 9% do orçamento geral do Estado para investimento em segurança pública e isso trará um incremento orçamentário de 2%, que poderá saltar para 3%, caso o governador eleito cumpra com proposta de governo em aumentar para 10% esta aplicação.

“Os recursos são imprescindíveis para que algumas preocupantes situações do atual Governo não se repitam, quais sejam: Más condições físicas estruturais dos quartéis, contingenciamento excessivo de combustível, alimentação imprópria para o consumo, viaturas sem manutenção preventiva, EPI’s insuficiente ou sem condições de uso e principalmente atraso no pagamento das Diárias Operacionais, dos salários, décimo-terceiro e adicional de férias”.

Além disso, de acordo com ele, o Estado não remunera os militares conforme os seus respectivos níveis remuneratórios estabelecidos em Lei, e alguns não recebem sequer de acordo com sua graduação. “Espera-se do novo governador que ele arque as dívidas que possivelmente herdará deste Governo, e que cumpra com acordos firmados em relação às parcelas de reajuste do nosso Subsídio conforme a LC 514/14, com intuito de recuperar a motivação e a credibilidade da tropa no futuro Governo, o que acarretará em uma melhor qualidade e expansão do serviço público prestado”.


 

 

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