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Natal, Rio Grande do Norte, 11 de Julho de 2020

Policiais civis querem do novo governador reestruturação de DPs e valorização profissional

Portal BO ouviu representante dos Agentes e Escrivães da Polícia Civil pra saber o que eles esperam do governador Robinson Faria.

Thyago Macedo   27/10/2014 às 15h09   -  Atualizada em 10/08/2017 às 13h38

Foto: Sidney Silva

 Os policiais civis do Rio Grande do Norte têm uma pauta de reivindicações bem clara e esperam que o govenador eleito, Robinson Faria, atenda a demanda criada pelo abandono ao longo dos últimos anos. Para os policiais, não é possível continuar sem se investir verdadeiramente na reestruturação das delegacias, aumento de efetivo e valorização profissional.

O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública, inclusive, entregou ao governador eleito, quando ele ainda era candidato, a pauta das categorias representadas por ele, já esperando o compromisso de Robinson Faria para atender a essa demanda.

“As delegacias precisam urgentemente serem reestruturadas, seja na parte física dos prédios, seja na parte operacional. Atualmente, muitas unidades sofrem com a ausência de material básico, como computadores, impressoras, papeis ou equipamento para investigação, como câmeras fotográficas”, informa Paulo César de Macedo, presidente do SINPOL-RN.

 
Paulo César de Macedo, presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública.
 

 

Ele vai mais além, comentando que a gravidade do problema chega a comprometer a segurança dos policiais civis e até mesmo da sociedade. Isso porque faltam coletes, algemas, armas e munições. Paulo César lembra que, recentemente, os policiais civis deflagraram a Operação Polícia Legal, com objetivo de moralizar a instituição.

“Dezenas de munições e coletes vencidos tiveram que ser devolvidos à Degepol, porque os policiais não podem trabalhar com esse tipo de material”, completa. Ainda de acordo com Paulo César de Macedo, a Polícia Civil precisa de reaparelhamento humano, com aumento de seu efetivo.

“Na semana passada, uma decisão judicial determinou a convocação de concursados, mas esse número ainda está longe de ser o suficiente para a demanda estabelecida nas delegacias. Por isso, o novo governador terá que providenciar o quanto antes um novo concurso público, até porque, em breve em torno de 20% do efetivo da Polícia Civil estará prestes a se aposentar”.

Os policiais civis esperam ainda que o governador eleito tenha sensibilidade para traçar um plano de valorização dos profissionais, tendo em vista que, atualmente, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte está em penúltimo lugar no Brasil, no ranking de salários pagos aos policiais civis.


 

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