Natal, Rio Grande do Norte, 11 de Julho de 2020

Em quatro anos, quase 100 criminosos morreram em confronto com a polícia na Grande Natal

Intervenções policiais foram intensificadas após o surgimento de facções e o crescimento do número de crimes como roubos e tráfico de drogas

Sérgio Costa   01/04/2020 às 16h30   -  Atualizada em 01/04/2020 às 18h30

 

Com o surgimento das facções no Estado do Rio Grande do Norte as forças de Segurança Pública tiveram que reagir no mesmo tom estabelecendo um novo comportamento no tocante ao combate ao crime. Para tentar inibir e frear as ações policias grupos criminosos passaram a confrontar a lei de maneira que resultou nos últimos meses na morte de vários homens e mulheres que representavam o Estado quando o assunto é segurança. Policiais perderam a vida tentando se defender e defender terceiros.

 

Diante desta realidade latente os gestores das polícias implementaram um planejamento de resposta através de um diagnóstico constatado com o uso da inteligência e pesquisas fundamentadas em dados e mapeamentos. O resultado não poderia ser outro senão o revide a grave ameaça. Nos últimos meses a Polícia Militar apreendeu dezenas de armas de fogo que estavam em poder de criminosos geralmente integrantes de quadrilhas especializadas em assaltos e tráfico de drogas. Muitos acabaram mortos durante operações policiais em bairros de Natal e da região metropolitana.

Em conversa com o PortalaBO o secretário de Segurança Pública e da Defesa Social o Coronel Araújo Silva destacou que o Estado estará sempre pronto para defender a ordem e a lei e que essas instituições, Polícia Militar e Civil responderão a altura a qualquer ameaça que venha comprometer a dignidade e a paz do povo potiguar. "Estaremos sempre prontos com as polícias, seja a militar ou a judiciária para evitarmos a evolução do crime e a presença do mal na sociedade", disse.

Para o coordenador de análises criminais da SESED Ivênio Hermes em quatro anos 93 indivíduos morreram em confronto com policiais, a maioria ligada a facções ou envolvida em roubos e no tráfico de entorpecentes. "Os dados não mentem e nos remetem a reflexões e a uma certeza, além do crime, as forças de segurança enfrentam hoje um monstro chamado ousadia colocando o delinquente na posição não somente de transgressor da ordem, mas de ameaçador da vida de quem protege a vida", comentou.

Esses dados apresentados pelo Estado são de registros apurados até o final do mês de Março na região metropolitana.Em nenhuma dessas intervenções policiais houve baixa por parte das polícias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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