E o RN continua como antes: Cidadãos acuados, PMs mortos, turistas violentados, bancos arrombados

Publicado em 27/09/2015 às 15h36

Nesta semana, iremos entrar no mês de outubro, o 10º mês do ano. Isso mesmos, dez meses se passaram desde que uma nova equipe de Governo assumiu o comando do Rio Grande do Norte, com a proposta e promessa de se tornar a referência em segurança pública do Brasil. Mas, o que mudou nesse período? Quanto tempo mais teremos que esperar para sentir diferença?

Até o momento, na prática, a maioria das pessoas não está sentindo diferença alguma. São registros de assaltos todos os dias, de homicídios praticamente todos os dias, de agências bancárias destruídas ou caixas eletrônicos explodidos todas as semanas, de turistas sendo assaltados ou violentados nos principais bairros turísticos de Natal e até mesmo policiais mortos ou feridos.

A violência, embora muitos queiram dizer que não ou queiram omitir a realidade, continua com a mesma intensidade de antes. Nada mudou no Rio Grande do Norte em 2015 e, do jeito que vai, não deverá mudar tão cedo. Só neste final de semana, a quantidade de homicídios se aproxima de 20, por exemplo.

Em um aspecto, inclusive, houve um retrocesso. A situação do Sistema Penitenciário do Rio Grande do Norte piorou. O Governo do Estado não sabe o que fazer com os presos, por exemplo. Fugas ou tentativas de fugas são registradas quase que semanalmente e os presos praticamente dominam os principais presídios do Estado.

A prova do caos no Sistema Penitenciário é o pedido de exoneração do secretário Edilson França que, embora tenha alegado problemas pessoais, sabe-se que, na verdade, a pressão e a falta de perspectivas levaram o secretário a desistir de continuar administrando a "bomba" que se chama Sejuc.

Então, o que esperar para os próximos meses no Sistema de Segurança Pública do Rio Grande do Norte? O Governo tem dito que quer fazer, que vai fazer. Mas, a população não aguenta mais esperar, não aguenta mais ouvir discursos.

Com o Brasil e o Estado em crise financeira, tendo o governador enviado para Assembleia Legislativa projeto para aumento de impostos e anunciado cortes em vários setores, dificilmente teremos grandes investimentos na Segurança Pública e no Sistema Penitenciário nos próximos meses.

E, sem grandes investimentos, acreditem, não devemos nos iludir que teremos melhorias nesses setores. Tudo continua como antes! 

Dois pesos e duas medidas: Enquanto delegado preso fica em cela especial, policial preso é colocado em CDP

Publicado em 10/09/2015 às 18h49

 A prisão de um Agente da Polícia Civil, nesta quarta-feira (9), mostrou mais uma vez a forma como a Delegacia Geral da Polícia Civil trata aqueles que fazem parte dos seus quadros: com dois pesos e duas medidas.

Enquanto o delegado Olavo Dantas, que está preso desde 8 de julho, aguarda o desenrolar de seu processo detido em uma cela sozinho, em uma delegacia, o policial civil Rossini Pinheiro foi colocado em uma cela no Centro de Detenção Provisória da Ribeira, onde estão dezenas de presos, na manhã desta quinta-feira (10).

Lembro que na época da prisão do delegado Olavo, a alegação da Degepol para ele não ser colocado em uma cadeia comum era que como profissional da segurança, sua própria segurança estaria comprometida ao se juntar a outros presos. Então, o mesmo argumento não vale para o policial Rossini ou vice-versa?

Não estou aqui defendendo o agente preso e muito menos o delegado. Os dois são investigados por crimes que supostamente cometeram e devem ficar presos o tempo que a Justiça entender necessário.

A crítica é ao tratamento diferenciado que a Sesed e a Degepol deram aos casos, claramente privilegiando o delegado Olavo. É por essas e outras que a Segurança Pública do nosso Estado está como está.

Ou vocês acham que em outras esferas também não há tratamento diferenciado? Será que o preso rico é tratado igual ao pobre? Será que a morte do rico é investigada igual a do pobre?

Crime organizado faz o que quer e Estado corre atrás do prejuízo

Publicado em 26/08/2015 às 13h06

 O Rio Grande do Norte viu, nos últimos dias, mais uma demonstração de força do crime organizado e de fraqueza das forças de segurança do Estado. Assim como no início do ano, presos voltaram a tocar terror dentro das unidades prisionais. Foram mortes, confrontos, rebeliões e destruição nas cadeias. Tudo isso provocado declaradamente por duas facções criminosas: o PCC e o Sindicato do RN.

As duas organizações atuam dentro e fora dos presídios há muito tempo, comandando tráfico de drogas, assaltos e assassinatos. E, a cada ação provocada dentro dos presídios, como as dessas últimas duas semanas, fica claro a força que o PCC e o Sindicato do RN desempenham, enquanto o Estado não apresenta a menor condição de controlar os criminosos, mesmo eles estando presos, sob custódia do próprio Estado.

Se presos os criminosos ainda fazem o que fazem, imagine os que estão soltos. Nesta terça-feira, 163 tiveram que ser transferidos de unidades prisionais. Os do PCC foram separados do Sindicato do RN.

Ora, se as forças de Segurança Pública não conseguem controlar um presídio e evitar que presos façam o que querem dentro das cadeias, isso é a assinatura de incompetência do Estado para lidar com o crime organizado.

Como sempre, as forças de segurança continuam "enxugando gelo", atuando pra remediar o caos. PCC e Sindicato do RN são muito mais fortes e organizados que a cúpula de segurança.

Essa, aliás, tem sido uma regra em todo Brasil.

As facções criminosos usam as unidades prisionais como escritórios para traçaram estratégias de ações, atuações e cada vez mais crescimento. E o que tem sido feito ao longo dos anos para evitar que isso aconteça? Nada, absolutamente nada!

Então, continuamos assim: o crime organizado fazendo o que quer o Estado correndo atrás do prejuízo!

A secretária de segurança se sente segura no RN; e você?

Publicado em 04/07/2015 às 11h57

Foto: Thyago Macedo

Nesta semana, em entrevista ao Bom Dia RN, da InterTV Cabugi, a secretária de segurança Kalina Leite foi questionada pelo jornalista Murilo Meireles se sente-se segura em nosso Estado. De pronto, a delegada da Polícia Civil respondeu que sim. Ela disse que por ter o privilégio de acompanhar de perto o mapa da violência pode se sentir mais segura.

Fiquei feliz em saber que pelo menos uma pessoa está vivendo tranquilamente no RN, porque a maioria da população, aqueles que andam de transportes coletivos, que não dispõem de segurança privada, não tem se sentido muito segura nos últimos tempos.

Você que está lendo esse texto se sente seguro no Rio Grande do Norte?

Também nesta semana lançamos aqui no Portal BO uma enquete sobre o sentimento da população em relação à segurança pública. Responda ao nosso questionário clicando neste link: http://portalbo.com/pages/enquete

Sabemos que a polícia está trabalhando. A Polícia Militar realmente está nas ruas, mas vale destacar que ela sempre esteve. A PM sempre realizou blitzen, abordagens a ônibus, operações, sempre prendeu criminosos. Isso não é novidade.

A atual gestão da Sesed não está fazendo nenhum trabalho inédito. Ao contrário disso, a Secretaria de Segurança Pública tem feito o básico, apenas o básico. A Polícia Militar realmente é para ir para a rua 24 horas por dia.

Os policiais militares, mesmo diante de dificuldades, de estrutura ou valorização profissional, nunca se furtaram de prestar um bom serviço ao longo dos últimos anos. Mas é pouco, muito pouco. E, por isso, a população sente na pele o efeito da insegurança.

A secretária Kalina Leite talvez esteja levando as críticas à sua gestão para o lado pessoal ou para o lado político, mas eu afirmo que o povo do Rio Grande do Norte não está interessado em saber se quem comanda a Sesed é A ou B, se é de partido de direita, de esquerda, de centro.

O que as pessoas querem de verdade é se sentirem seguras, assim como a senhora está se sentindo.
 

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