Queima de Arquivo
Por Sérgio Costa
Publicada: 12/08/2013 às 16h34

Mulheres adolescentes são procuradas por assaltos a ônibus

Muitas usam faca peixeira e estão acompanhadas dos namorados durante as ações.

Fotos: Sérgio Costa / Portal BO

A polícia está à procura de uma quadrilha especializada em assaltar ônibus na zona Oeste da capital. O grupo de infratores é formado por três casais que agem separadamente em pontos estratégicos das avenidas Bernardo Vieira e Mário Negócio. Em muitos casos, segundo o relato de motoristas vítimas, eles são vistos em total clima de romance antes de anunciarem o crime.

 
Motoristas têm sofrido com assaltos
 

Em um dos assaltos registrados neste mês de agosto, a vítima relatou para a polícia que um casal estava parado no ponto trocando beijos e carícias. Quando o transporte se aproximou o rapaz pediu parada e ao subir anunciou o assalto e iniciou uma sequência de golpes de faca em direção ao condutor do transporte sem nenhuma motivação aparente. O criminoso fugiu com a companheira e o motorista se salvou após ser socorrido.

O que mais impressiona em todas essas histórias envolvendo ousadia e violência é a facilidade com que esses casais apaixonados pelo crime voltam para ruas e tornam a praticar assaltos cada vez cruéis. A polícia adotou uma medida emergencial, deu início a uma tímida operação barreira, medida tomada em outras ocasiões anteriores, com o intuito de enfraquecer esses delinquentes, mas percebemos que a estratégia usada deve ser repensada urgentemente, já que os assaltos não param.

Quanto aos casaizinhos do terror basta fazer um teste, fazer uma pequena parada na frente da delegacia de plantão da zona sul que um motorista, cobrador ou passageiro certamente irá dar notícias e péssimas lembranças.
 

 

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Publicada: 18/03/2013 às 10h41

CDP de Candelária: O caos só muda de endereço

Foto: Sérgio Costa

O Centro de Detenção Provisória de Candelária agora é novo endereço do medo. Hoje, 55 homens acusados de crimes de assalto a mão armada, tráfico de drogas, furto e homicídio já se encontram nas novas instalações do prédio que há um mês foi desativado por falta de estrutura.

Uma verdadeira maquiagem foi feita as pressas no CDP que mal começou a funcionar e já está superlotado. As sete celas só comportam 51 presos.

Há quase uma década que essa manobra malhada vem sendo feita pelos governos do Rio Grande do Norte, de modo que nunca se estabeleceu, em momento nenhum da história, uma solução definitiva e eficaz.

Diante do caos que só muda de endereço, eu fico a imaginar coisas como, por exemplo, a possibilidade de alguém está lucrando alto com tudo isso, de existirem realmente pessoas interessadas em manter o sistema prisional nessa miséria eterna.

Nesse último episódio do longa-metragem chamado "O endereço do caos", muitas coisas ficaram bem claras na minha cabeça. Uma delas foi que “parir Matheus” é fácil, balançar ele, talvez, mas levá-lo para casa, isso ninguém quer!
 

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Publicada: 14/02/2013 às 15h04

Rádio Patrulha do 1º Batalhão funcionava sem rádio

Problema foi resolvido após equipe do Portal BO visitar o prédio.

Fotos: Sérgio Costa

Policiais militares lotados na 3º Companhia do 1º Batalhão trabalharam durante 30 dias sem um dos principais instrumentos de serviço da unidade: o rádio de comunicação. O problema, vinha causando desconforto entre todos que alí trabalham, mas foi resolvido na manhã desta quinta-feira (14), curiosamente, após uma visita da equipe de reportagem do Portal BO.

 

 

A denúncia que partiu de policiais de outras companhias foi verificada e comprovada. Além de funcionar em uma estrutura precária, com banheiros quebrados, alojamento inadequado e luminárias externas queimadas, a Companhia ainda apresentava um outro problema, o de comunicação. O único rádio que é usado para estreitar o contato com o CIOSP e assim acelerar o atendimento a ocorrências, estava quebrado.

Eu mantive contato com a comandante do Batalhão, a Major Teresa, e fui informado que já houve diversas solicitações para que o problema fosse resolvido anteriormente. Não somente o conserto do rádio, mas também o das viaturas que apresentam defeitos. "Desde que assumi o comando do 1º Batalhão que venho solicitando celeridade na resolução de problemas como os que foram apresentados, no entanto, estávamos aguardando somente o despacho da diretoria de apoio logístico", disse.

Também conversei por telefone com o capitão Marcelo Antônio,comandante da 3º Cia do 1º Batalhão. O oficial atenciosamente me ligou e relatou que a sede da unidade será transferida brevemente para o prédio onde funcionava a corregedoria, na avenida Coronel Estevam, no bairro do Alecrim, que a base do Barro Vermelho continuará funcionando normalmente.

Não questiono o esforço nem a competência dos gestores e comandantes responsáveis pelas unidades aqui mencionadas, mas sim a falta de imediatismo, de objetividade quando o problema é gritante e merecedor da atenção pública. Acredito que se caso houver uma visita periódica as companhias de todos os Batalhões espalhados pelo Estado, seriam desnecessárias denúncias que acabam mostrando o que é fato. 

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Publicada: 23/10/2012 às 11h04

Guerra do tráfico aterroriza a zona Oeste

Jovens são vítimas de uma lei cruel e sem perdão.

Foto: Sérgio Costa

Em apenas 60 dias, a polícia registrou 14 assassinatos com características de execução na zona Oeste de Natal. As vítimas, em sua maioria, tinham alguma ligação com o tráfico de drogas da região.

Essa realidade violenta só expõe o poder de uma lei severa que não poupa nenhum daqueles que desobedecem e não cumprem as regras. A lei do tráfico é assim: "Não pagou, morre”.

Mas muitos são mortos por causa de uma outra razão, também ligada a mesma política do crime. Com o surgimento do crack, o tráfico criou uma nova roupagem, passou a se manifestar mais acelerado, favorecendo o surgimento fácil de novos mantenedores de bocas de fumo em diversos pontos. Com isso, o conflito entre traficantes se tornou algo muito comum e o banho de sangue passou a ser notícia quase que diária. 

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