Natal, Rio Grande do Norte, 19 de Novembro de 2017

Presos transferidos de Alcaçuz para Mossoró são cadastrados no PCC

Reportagem teve acesso em primeira mão às fotos de todos os presos, suspeitos de participação nos ataques a ônibus em Natal.

Thyago Macedo   20/09/2011 às 19h46   -  Atualizada em 21/07/2017 às 14h40

Fotos: Cedidas

Dos 16 presos transferidos para Mossoró, na última sexta-feira, 15 estão cadastrados no Primeiro Comando da Capital, o PCC. O Portal BO, em parceria com o Jornal de Hoje, teve acesso com exclusividade às informações sobre a organização dos membros do “partido” e divulga em primeira mão as fotos dos detentos que saíram de Alcaçuz para o presídio federal, após os ataques a ônibus registrados em Natal.

De acordo com fontes da reportagem, os criminosos vinham sendo monitorados há vários meses e a transferência já era planejada. Desde o ano passado, o setor de inteligência da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania vem apreendendo material que compromete os detentos e revelam as ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital.

Inclusive, uma lista com cadastrados foi apreendia, constando data da filiação e informações sobre cada membro. Atualmente, o PCC tinha sua grande força no Pavilhão 1 de Alcaçuz, onde estavam presos de alta periculosidade. Segundo informações colhidas pelo Portal BO, Alexandre Thiago da Costa Silva, o Xandinho, ainda é o cabeça do “partido”.

Ele teria iniciado o processo de instalação da facção nos presídios potiguares, após passar dois meses na penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná, em 2007. Hoje, no entanto, Xandinho divide o poder com outros detentos. Seu braço direito é Lázaro Luiz de França, conhecido por Nêgo Lázaro. Outro que atua como espécie de diretor é o irmão de Lázaro, Elias de França Ferreira, o Garrafinha.

 

 

A organização ainda possui vários presos cadastrados e alguns desempenham funções especificas. Alexandre Teodósio da Silva Pessoa, o Pelelê, por exemplo, é apontado como o matador oficial. Todas as informações são baseadas em investigações feitas por agentes penitenciários, baseadas nos matérias apreendidos nos presídios e em depoimentos.

Gilberto Lopes de Moura, por sua vez, é tido como o responsável por comandar o tráfico de drogas do grupo. Apesar da cúpula da Segurança Pública do Rio Grande do Norte negar que o PCC esteja envolvido nos ataques a ônibus registrados em Natal, a transferência dos integrantes do partido comprova que já havia um mapeamento e sabia-se da possibilidade de uma ação comandada de dentro da penitenciária.

No total, nove ônibus foram atacados e quase incendiados. Em um deles, os bandidos chegaram a pintar a sigla PCC. Os ataques simultâneos são semelhantes aos registrados em São Paulo no ano de 2006, quando o estado parou diante do Salve Geral. Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, um caderno de anotações foi apreendido em poder de Nêgo Lázaro contendo detalhes dessa ação, o que representa mais um indício de participação dos detentos nos ataques.

Os presos levados para o presídio federal de Mossoró vão ficar isolados uns dos outros. Com essa medida, a polícia espera impedir que eles articulem outras ações. Após a transferência, apenas um ataque foi registrado, na noite deste domingo (18), na Cidade da Esperança. Os presos transferidos que fazem parte do PCC são Lázaro Luiz de França, o Nego Lázaro; Marcio de Souza Vitor, o Potência; Edson Gonçalves de Macedo, o Loprão; Carpinely Silva Lourenço; Alexandro Teodósio da Silva Pessoa, o Pelelê; Elias Ferreira de França, o Garrafinha; Severino dos Ramos Feliciano Simão, Tirinete ou Gordo; João Maria Silva de Oliveira, Sêba, João Cego ou Pirata; Vandeilson Xavier de Araújo, Matuto ou Vavá; Marcio Cesar Corsino Freire; Nelrivan Rodrigues Medeiros; Alexandre Thiago Silva da Costa; Gilberto Lopes de Moura; Josenildo Augusto da Silva; e Bruno da Silva Reis.

*A reportagem completa sobre o assunto está publicada na edição desta terça-feira (20) do Jornal de Hoje. 

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