Natal, Rio Grande do Norte, 19 de Agosto de 2017

Moradores do Alto da Torre acusam policiais de promoverem terror, medo e morte

De acordo com dados da Polícia Civil, nos últimos dois anos, foram registrados 17 homicídios. As vítimas em sua maioria envolvidas com o tráfico.

Sérgio Costa   11/12/2011 às 15h18   -  Atualizada em 21/07/2017 às 14h45

Foto: Sérgio Costa

Nos últimos anos o bairro da Redinha foi palco de dezenas de assassinatos envolvendo principalmente jovens com idade entre 15 e 20 anos. A razão dos crimes geralmente tem relação com o tráfico de drogas, realidade encontrada em todo o país. No conjunto Alto da Torre, que está localizado na parte alta do bairro, o clima de violência parece não ter fim. De acordo com dados da Polícia Civil, nos últimos dois anos, foram registrados 17 homicídios. As vítimas em sua maioria envolvidas com o tráfico.

O conjunto é considerado um dos pontos mais críticos no tocante a venda de drogas na Zona Norte. Dezenas de apreensões foram feitas pela polícia militar somente este ano e algumas prisões efetuadas. Mas os moradores do local estão assustados com a onda de mortes e atentados ocorridos nos últimos dias. E acusam policiais militares como sendo autores do clima de medo que impera no conjunto.

Uma moradora conversou com a reportagem do Portal BO e revelou que realmente existem pessoas envolvidas com o tráfico e algumas residências são usadas como bocas de fumo. No entanto, quem deveria coibir está invadindo as casas, roubando, espancando e matando viciados.

“Aqui nós não precisamos de polícia. Eles chegam pagando terror invadem a casa da gente procurando por drogas depois saem e ainda atiram em quem não é traficante”. Em cinco dias três pessoas foram mortas outra baleada e uma residência metralhada. Esta realidade vem fazendo muita gente mudar seus hábitos, perder o medo e falar.

Uma comerciante do conjunto teve seu estabelecimento invadido na madrugada da segunda. Ela conta que uma viatura da polícia, tipo Astra, ficou parada na frente do comercio enquanto três policiais chegaram gritando e derrubando a porta. “Eu estava dormindo quando ouvi o barulho da porta caindo no chão e um policial me perguntando onde estavam as drogas e dizendo que a casa caiu. Eu nunca vendi essas coisas”, choro.

O comandante do 4º batalhão, Tenente Coronel Zacarias Mendonça em entrevista ao Portal BO disse que tomou conhecimento dos fatos acima citados e que já iniciou uma apuração das denúncias. No entanto o oficial orienta as pessoas que se sentirem ameaçadas ou prejudicadas por qualquer comportamento ou desvio de conduta de um policial, procurar a corregedoria da polícia militar ou o comando do 4º batalhão.

“Estamos abertos para qualquer conversa cm a população, não somente para denunciar policiais mas principalmente nos ajudar a combater crimes na Zona Norte da capital”, disse.

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