Natal, Rio Grande do Norte, 26 de Setembro de 2017

Estupro: irmãs violentadas na Zona Norte detalham momentos de terror

“Eu tive um pesadelo à noite e quando acordei, ele chegou”, diz uma delas.

Sérgio Costa   13/08/2011 às 02h11   -  Atualizada em 21/07/2017 às 14h33

Foto: Sergio Costa
Vítimas foram abordas por criminoso dentro de casa, amarradas e uma delas violentada

O drama das duas irmãs violentadas na manhã da última quinta-feira (11) chocou a todos os moradores do loteamento Boa Esperança, em Nova Natal. As mulheres que foram submetidas a agressões e ameaças detalharam os momentos de medo e terror que viveram. A duas foram amarradas com as próprias roupas e uma delas estuprada.

Na casa simples da travessa Cecílio do Nascimento, uma das jovens recebe o Portal BO ainda assustada. Pergunta do que se trata e respondemos que queremos conversar sobre o que aconteceu no dia anterior. Ele nos olha de maneira triste e chama a irmã na casa do lado.

Entramos, sentamos e iniciamos uma conversa que começa com um pesadelo e termina com outro. “Eu contei pra minha irmã que tive um sonho que alguém atirava em mim e eu ficava ferida gravemente. Quando eu fechei a boca, o portão abriu e era ele”, disse a jovem de 20 anos.

 
Marcas da violência ainda estão presentes nas vítimas
 

“O homem tinha cabelos no peito, era alto e tinha a voz grossa. Ele fechou todas as portas apontando a arma pra gente e amarrou nossas mãos com nossas próprias roupas. Eu tive que ir pro quarto com ele e lá fui estuprada”, relata.

“Eu não sentia minhas mãos e pedi que soltasse. Ele foi até a cozinha e com uma faca cortou as amarraduras. Foi horrível. Quero que ele morra”, completa a vítima.

A jovem disse também que o estuprador ainda tomou banho duas vezes, antes e depois do crime. Depois, ele voltou para a cozinha, comeu bolo e perguntou se o marido da irmã estava perto de chegar. Diante da afirmação, ele disse que ela não fizesse nenhuma gracinha, caso contrário, arrancaria a cabeça dela com uma faca de mesa.

As horas se passaram e, por volta das 11h30, o homem resolveu ir embora e deixou as irmãs amarradas. Depois, conseguiram se soltar e ligar para a polícia. “Ele era moreno, alto, barba rala e cabelos no peito. Tenho nojo. Se ele for preso, será o dia mais feliz da minha vida, quero ele morto”, disse, revoltada com o sofrimento que passou.

O caso foi registrado na delegacia da mulher na Zona Norte e a delegada Patrícia Gama terá 30 dias para concluir o inquérito investigativo e colocar o criminoso atrás das grades. 

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