Natal, Rio Grande do Norte, 19 de Novembro de 2017

Caso Maisla: Osvaldo Pereira ainda aguarda ser posto em liberdade

Condenado a 40 anos pela morte de uma menina de 11 anos, ele acredita em Deus por justiça.

Thyago Macedo e Sérgio Costa   14/08/2011 às 01h21   -  Atualizada em 21/07/2017 às 14h33

Foto: Thyago Macedo
Em Alcaçuz, Osvaldo voltou a estudar

Sentado de frente a um quadro negro, segurando nas mãos uma pasta, um lápis e papel, o ex-vendedor ambulante Osvaldo Pereira Aguiar conversa com a equipe do Portal BO. O cenário escolar é hoje um dos poucos ambientes frequentados por ele, que vive na penitenciária estadual de Alcaçuz, após ter sido condenado a 40 anos de prisão pela morte da menina Maisla Mariano dos Santos, em 12 de maio de 2009.

Há 2 anos e 3 meses dentro do presídio, Osvaldo tem pouco contato com outros presos e vive em um setor exclusivo de detentos condenados por crimes bárbaros ou ex-policiais. De segunda a sexta-feira, o ex-vendedor assiste aulas em uma turma com mais cinco presos. Em uma conversa com a reportagem, ele revela que ainda aguarda ser posto em liberdade.

Questionado como está sua situação dentro da penitenciária, ele responde: “bom mesmo será quando eu tiver a liberdade. Estou aguardando que a justiça analise o pedido de liberdade feito pelo meu advogado prometeu que vai dar tudo certo e estou colocando muita fé em Deus”.

Alimentando a esperança de voltar a circular normalmente pelas ruas, Osvaldo reafirma que sua sentença foi injusta. “Estou aqui por um crime que eu não cometi. Existem nove testemunhas e vários exames que provam minha inocência”, ressalta.

Sobre o passado, Osvaldo reconhece erros, mas lembra que não há nenhuma relação com a morte de Maisla Mariano. “Meu passado é outro. Tenho processo por tráfico de drogas em Rondônia, mas graças a Deus nunca me envolvi em morte de ninguém, não existe isso na minha vida”, completa.

Veja vídeo:



Os advogados de Osvaldo são Marcus Alânio Martins Vaz e André Luiz Medeiros Justo, no processo de número 0001434-74.2009.8.20.0002. O ex-vendedor ambulante foi condenado em março deste ano e a defesa entrou com a apelação em maio. Agora, cabe ao Tribunal de Justiça julgar o pedido e decidir se Osvaldo terá direito a novo julgamento.

Osvaldo foi condenado em júri popular pelas acusações de homicídio duplamente qualificado, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. A sentença da juíza Karyne Chagas de Mendonça Brandão foi 27 anos pelo homicídio, mais 10 pelo atentado violento ao pudor e mais três pela ocultação do cadáver. 

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