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Natal, Rio Grande do Norte, 22 de Julho de 2018

Agentes Penitenciários estão sem alimentação por falta de pagamento do governo

Quatro unidades da capital passam pelo problema, as outras podem parar fornecimento a qualquer momento

Redação   09/02/2018 às 11h01   -  Atualizada em 30/06/2018 às 08h36

Foto: Sérgio Costa

Agentes Penitenciários de algumas unidades prisionais do Rio Grande do Norte tiveram alimentação cortada por parte da empresa que fornece comida. O motivo é o atraso de pagamento por parte do Governo do Estado.

As unidades que já estão sem alimentação são: Centro de Detenção Provisória Feminino, Centro de Detenção Provisória Masculino, Complexo Prisional João Chaves e CDP Zona Sul. A Cadeia Pública de Natal, na Zona Norte, está fornecendo apenas almoço para os Agentes Penitenciários.

"O que nos foi informado é que a empresa suspendeu a alimentação dos Agentes Penitenciários pois está com pagamentos em atrasos. A empresa alega que a alimentação dos servidores não consta em contrato", explica Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN.

Ela lembra que, desde o ano passado, o Sindicato vem lutando pela implantação do vale-alimentação. "Essa é uma das nossas reivindicações constantes, pois está mais do que claro a necessidade de o Estado fornecer esse auxílio. Não é a primeira vez que nossa categoria tem alimentação cortada. Sempre que há algum problema entre o Governo e a empresa que fornece comida, os Agentes Penitenciários são os primeiros a sofrem as conseqüências", avalia.

De acordo com Vilma Batista, a maior penitenciária do Estado, a de Alcaçuz, o Presídio Estadual de Parnamirim e unidades do interior estão com pouca alimentação e podem ter o fornecimento suspenso a qualquer momento.

"Estamos vivendo uma verdadeira inversão de valores, de falta de zelo com os servidores públicos. A Secretaria de Justiça tem falado em humanização do Sistema Penitenciário, mas essa humanização não tem chegado aos Agentes Penitenciários", comenta.

A presidente do Sindasp-RN ressalta que os servidores têm sofrido com pressões internas e até mesmo assédio em algumas unidades. "Os Agentes passam 24 horas de serviço e, além da sobrecarga de trabalho, não podem entrar no alojamento nem mesmo para fazerem necessidades básicas ou para o descanso que é permitido após refeição. Caso contrário, correm o risco de responderem administrativamente. Então, fica difícil entender essa humanização no Sistema Penitenciário, na qual o servidor é perseguido e o bandido é beneficiado".

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